Ivete Sangalo gravou, na última terça-feira (12), em Santa Teresa, no Rio de Janeiro, o projeto “Ivete Clareou”, que mistura sua energia com o samba.
O trabalho, que inclui um EP e uma turnê, marca a entrada de Ivete no gênero e homenageia Clara Nunes, grande inspiração da cantora. A data foi escolhida de propósito: no aniversário de Clara, Ivete fez questão de falar sobre a ligação que sente com a artista.
“O céu clareou, o mar também, e a voz de Clara continua viva em nós. Feliz aniversário para minha primeira e grande inspiração na música”, escreveu nas redes sociais.
A gravação teve participações especiais de Belo, Arlindinho e Jorge Aragão, além de convidados como Gominho, David Brazil, Luana Xavier, Danilo Mesquita, Dan Ferreira e Breno Ferreira.
As filhas de Ivete, Marina e Helena, também se divertiram. No fim, elas subiram no palco e dançaram com a mãe ao som de “Clareou”, de Diogo Nogueira.
A turnê “Ivete Clareou” começa no dia 25 de outubro, em São Paulo, e seguirá por Belo Horizonte (1º de novembro), Rio de Janeiro (22 de novembro), Salvador (30 de novembro) e Porto Alegre (13 de dezembro).
O cantor Francisco Gil fez uma homenagem emocionante nas redes sociais para a mãe, Preta Gil, que faleceu no último domingo (20). Filho único da cantora, fruto do relacionamento com o ator Otávio Muller, Francisco esteve ao lado dela até os últimos momentos na luta contra o câncer.
Confira o texto abaixo:
“na nossa última noite juntos, você dormia e eu acompanhava cada respiração sua. você segurava minha mão com força… e eu sem entender de onde você tava tirando aquela força. já faz muito tempo que venho tentando entender de onde vem essa sua força toda.. e agora entendo. o motor da sua vida sempre foi amar e amar sempre foi o seu maior dom. o amor sempre foi ação pra você… nunca se estagnou. você foi implacável amando. sua força vinha da vontade de viver, de ver a sua neta sol de maria crescer e vinha da gente que estava lutando junto com você. de um país inteiro que torceu… e assim lutou junto também. esse amor também chegou pra todos nós. a rede de apoio mais linda, que você construiu.
a sua compulsão era a generosidade. ter o seu amor foi um impacto grande pra qualquer um e eu nunca me incomodei de dividir ele com ninguém, porque foi você quem me ensinou que o amor não se limita. e você amou tanto… tanto. você foi — e será sempre — tão amada, mãe. que privilégio ter vindo pra esse mundo de dentro de você. minha melhor amiga.
eu tava com muito medo… mas determinado a encarar tudo com você. e a gente encarou, mesmo com você tentando me poupar. eu me despedi de você e tentei fazer com que você não percebesse… claro que você percebeu. e claro que esperou que eu fizesse isso pra poder partir. você sorriu, e eu nunca vou esquecer desse sorriso. seu olhar tinha muito mistério… mas entendi. a gente sempre se entende… assim como nesse exato instante. no seu adeus tinha também um até logo. presença absoluta que agora só muda de perspectiva.
seu olhar também tinha a curiosidade de sempre… e muita coragem pra encarar o que estivesse por vir. e foi assim que você deu seu jeito de me proteger e me deixar seguro de que — como sempre — você sabia bem o que tava fazendo. o seu tempo foi esse… e foi intenso. como disse seu pai pra mim depois de você partir: “que agora venham os 50 bilhões de anos…”
estenda-se infinito, mãezinha. a gente que é de axé sabe que a morte não é um fim.
as fotos são dessa última semana. a primeira foi a última com a sol, e a segunda foi a nossa última foto.”